Raiz de amendoeira

"No meu ventre compulsoriamente nasce um mundo. Sou geradora de mundo. A quem devo essa possibilidade de existência? Qual vida continuará, perante a visão apocalíptica sobre os pictos? Enquanto o mundo gira, um corpo crescente dança dentro de mim, pendurado na raiz da amendoeira"


Ellora se aproxima da saída do vilarejo e vê o guerreiro que tinha saído junto com uma de suas discípulas. olha para ele indo com seu cavalo para outro lugar e se aproxima da iniciada. Pega em suas mãos e diz: "que bom que você retornou"

Lemysia "sim grande sacerdotisa." observo o guerreiro se afastar e o acompanha com os olhos

Ellora diz "nós, tivemos que sair de nossas terras. Viemos para essas terras altas. Seja bem vinda novamente. fique à vontade"

Lemysia  diz "obrigada. a senhora sente fome grande sacerdotisa?"

Griffth diz"Gran Sacerdotisa eu irei descansar um pouco e qualquer coisa que vc precisar desse guerreiro estarei a disposição."

Griffth caminha ate a pele, do lado de fora da tendas
Ellora sorri: "eu estou treinada há resistir há fome.. mas" - coloca as duas mãos na barriga e faz um olhar triste:" eu gostaria de comer algo sim" - vira-se para griffth e o acompanha saindo com os olhos

Lemysia  diz "eu fiz umas madalenas mas cedo, acho que isso ira enganar a sua fome até a próxima refeição"

Lemysia: sai em direção a mesa onde se encontra as madalena. diz: "senhora qui esta as madalenas estão frescas"

Ellora se aproxima de Lemysia, pega uma das madalenas. olha a fofura do bolinho. fica emocionada. uma lágrima escorre de seu rosto. Vira para Lemysia e diz: "eu.. preciso de pedir uma coisa. é um favor"

Lemysia diz "claro sacerdotisa"

Griffith depois de um bom descanso, Griffith caminha ate a Gran Sacerdotisa. Observar ela comendo e a barriga fazendo barulho.

Lemysia olha para o Griffith "pegue uma. Estão bem fresquinhas". falo com o sorriso estampado no rosto

Ellora sorri, ainda que o resto esteja marejado, e diz: "É lua cheia. preciso que você me traga um pouco de raiz de amendoeira. não me faça perguntas do motivo. Apenas... me traga essa raiz. Elas são as árvores que estão à margem do rio do lado oposto" - vê Griffth se aproximando e olha para ele enquanto seca os olhos

Lemysia diz "sim irei agora." Me abaixo e pego um cesto e sigo ate a outra margem do rio e vou colher as raízes

Ellora vira-se pro guerreiro: "o que deseja?"

Griffth observar a movimentação da outra mulher e ficar sem entender o pedido da Gran Sacerdotisa. "Estou cansado da viagem na qual fui buscar a nossa irmã, e descansei um pouco essa noite. E acordei com muita  fome. Esse guerreiro tem fome Gran Sacerdotisa"
Ellora suspira: "você não pode ainda comer entre nós. Precisamos confiar em você. preciso poder confiar a minha vida a você e sua espada. Só assim você será um picto entre os pictos e sentará à nossa mesa para comer. Até lá, você comerá na taverna, como outro cidadão qualquer dessas terras"

Griffth observa atentamente a Gran Sacerdotisa, "Eu irei ser seu melhor Guerreiro. Porem irei ate a taverna comer algum."

Ellora sorri: "se a deusa o quiser, assim será. Siga sob sua graça e proteção."

Griffth acessa para ela positivamente e vai ate seu cavalo e segui diretamente ate a taverna.

Morrighan diz:" Saudações meu povo!"

Ellora olha de longe e vê que sua irmã que não vê há muito tempo está em casa. se aproxima dela e faz uma reverencia sem dobrar os joelhos: "Salve Morrighan, poderosa guerreira, anunciadora da morte de seus inimigos, líder picto de todo e qualquer guerreiro"

Griffth diz "Saudações". A fome esta falando mais alto, porem vejo uma mulher parada em frente a entrada da vida

Morrighan Saudações, olha meio de lado para o homem em seu cavalo.

Ellora levanta a cabeça: "esse é um de seus guerreiros que chegou de viagem há poucas luas. Ele ainda precisa mostrar seu valor a todos nós"

Griffth, Olhando para Ellora, pergunta..." Nunca vi essa senhora porque aqui. Ela seria minha líder?

Morrighan Segue em direção à Ellora, a abraça forte e beija sua testa.

Ellora sorri com o gesto carinhoso, retribuindo o abraço e diz: "é bom te ter em casa novamentre, mas esse é um de seus homens. É quase como um cavalo selvagem que precisa ser domado."

Morrighan diz "Saudações, jovem guerreiro", saúda seu mais novo aprendiz. "Em breve terei contigo, por hora preciso ter uma conversa com minha irmã"

Griffth diz "Saudações minha Líder, Preciso ir recuperar minhas forças. Tenho bastante fome"

Ellora vê Lemysia chegando e olha para ela como se perguntasse sobre o resultado de sua jornada

Morrighan diz "Que a deusa lhe acompanhe", responde ao jovem.

Lemysia chego na aldeia e, me dirijo à gran sacerdotisa e digo "aqui gran sacerdotisa o que me pediste." entrego o cesto em suas mãos

Ellora estremece. Ela realmente conseguira a raiz. Leva a mão à barriga, no útero. Antes que Lemysia entregasse o cesto a ela, pede: "por favor, prepare-me uma infusão com essa raiz. Preciso de um chá muito concentrado"

Lemysia diz: "sim senhora" e rapidamente coloco mas lenha no fogão e coloco água para ferver, e enquanto ferve separo as raízes na mesa

Morrighan Observa com bastante atenção a entrega da ervas e se pergunta para que tais ervas. "Alguém adoecido, minha irmã?, pergunta à Ellora.

Ellora diz "não, ninguém adoecido. Apenas preciso corrigir um erro. Algo que poderia ser um mau caminho para nós. Já está resolvido. Mas por onde andaste? temos passado pouco tempo juntas. Nosso pai sente saudades"

Lemysia vejo as águas ferver e coloco todas as raízes separadas imediatamente sobe um cheiro que não me agrada mas deixo ferver bem para tirar todo o concentrado. Retiro todas as raízes e levo ate a sacerdotisa todo chá feito, com um caldeirão na mão e tapado com um pano a  entrego

Morrighan sente não acreditar em tais palavras de sua irmã. Sua intuição lhe diz que sua irmã não esta bem, mas por hora, resolve não se aprofundar no assunto. "Também senti muita falta de vocês, a solidão me tomou por dias, mas as obrigações sempre falam mais alto"

Ellora vê a vasilha com o chá na mão de Lemysia. Seu olhar é triste. Vê seus olhos refletidos nas águas turvas do líquido. Já tinha tomado essa decisão. agora não há mais volta. Pega o chá e agradece a Lemysia: "obrigada. Depois precisaremos conversar. por hora, fique livre a aproveite o dia, minha filha. Que a deusa te acompanhe"

Lemysia com  um sorriso eu retribue mas vê seus olhos triste e de repente me recordo que não falei com a senhora que estava na aldeia

Morrighan observa o chá, sente o odor. Agarra o braço de sua irmã e lhe diz: "Não beba isto!"

Lemysia fico assustada com o acontecimento: "por favor o que acontece por aqui? milady perdoe a minha imprudência"

Ellora olha assustada pra Morrighan: "o que você está fazendo?"

Morrighan olha dentro dos olhos de sua irmã e lhe faz uma pergunta: "Tu sós a Deusa da vida?"

Ellora olha com raiva: "Da vida e da morte. Bem sabes quem represento irmã. Por que isso? E na frente de Lemysia" diz isso e nota a sua discípula se afastando

Morrighan Apenas tentando evitar um equívoco Ellora! Diz em alto tom. "Me recuso a levar comigo para as sombras um filho teu, afinal, estais ou não esperando um filho?

Ellora "O que eu espero é um mau agouro, uma desgraça anunciada sobre o nosso clã. Não é você quem decide se levarei isso à diante ou não."

Morrighan certa, não sou eu quem decide suas razões. A Deusa é quem decide seu caminho, porém, não conte comigo. Esteja sozinha em seu ato" Responde friamente à Ellora. "Outra coisa, voltei para casa porque ouvi o chamado de uma criança". * Morríghan vira-se e vê seu pai, corre para um forte abraço.

Ellora segue morrighan com os olhos. o chá de águas turvas na mão. Se depara com Seu pai no parado. Não consegue se mover. Era a ultima pessoa que desejaria encontrar nesse momento

Athair Recebe o abraço que esquenta seu coração, mas sua alma está gelada pelas palavras que acabara de ouvir de Morrighan. "O que está acontecendo aqui? Nunca vejo vocês assim. Ellora, o que é isso em suas mãos?" -Sente que algo muito sério se passa, mas nunca sabe como agir com suas meninas

Ellora olha para athair. tenta estar fria, mas a presença de seu pai torna isso impossível. Sempre foi uma relação quente. Mas já se passaram 10 anos. 10 anos longe de qualquer vestígio de paternidade. Precisava ser firme em suas resoluções: "Exatamente o que parece. Infusão de raiz de amendoeira"

Morrighan *Apenas observa de longe sua irmã, sem dizer mais nada.

Athair Algumas pessoas da vila passam perto dos três. Athair olha seriamente para as duas mulheres e as convida para o salão dos druidas. "Precisamos conversar em particular, por favor. Vamos entrar" Aponta para o salão enquanto se dirige pra lá



Morrighan *Abaixa sua cabeça. "Sim, meu pai" e o segue.

Ellora olha desapontada. Isso parece um tipo de conversa que gostaria de evitar a todo custo. resigndada, caminha com o chá na mão seguindo Athair e Morrighan.

Athair"Amendoeira, Ellora? Filha, eu confio no seu julgamento de olhos fechados para qualquer assunto de nosso povo, mas quando se tratam de assuntos femininos, eu não sei como lidar. Você está certa do que está para fazer?" -fala com aflição paternal em sua voz

Morrighan "Senti o cheiro da morte assim que pisei na aldeia. Ontem, em meus sonhos, uma criança veio pedir-me ajuda. lembrei-me de quando éramos pequenas e senti algo em meu coração, Ellora precisava de mim. Mas hoje, não me sinto confortável em ter que levar às sombras meu sangue" revela Morrígan aos presentes. *Olha para Ellora e a indaga "responda Ellora, quem és o pai de teu filho? O que tens aprontado contra nossos ancestrais?

Ellora olha para morrighan surpresa: "Você está se voltando contra mim? Eu não larguei meus afazeres na ilha sagrada para ser acuada e acusada em minha própria casa."* bate no peito com força "Eu tenho honrado nossos ancestrais desde o dia que nasci e até hoje me mantenho digna. A nossa grande mãe é testemunha com esses olhos que esta terra há de comer, e as fadas que levarão meus espíritos através das brumas quando esta carne não puder sustentar minha vida. Você não tem o direito de falar assim comigo, Morrighan!"

Athair Assusta-se com a forma tão distinta que as mulheres se tratam neste momento *o que está acontecendo Cunannan?* Pede para que se acalmem e que se sentem "Juntos poderemos enfrentar o que quer que aconteça. Ellora, sua irmã é assim, mas ela não estar a te desafiar, filha. Ela está preocupada. Conte-me o que aconteceu contigo. Foi na ilha sagrada? Te fizeram mal? Foi na grande festividade de Beltane?" Olha para Morrighan com um velho olhar conhecido entre os dois para que ela se acalme. Senta-se sentindo o mundo fugir sob seus pés.

Morrighan Inclina sua cabeça novamente e olhando para o chã e obedece ao pedido de seu pai.
Ellora continua olhando para Morrighan. Ainda estava se colocando na defensiva. Mas a essa altura, o melhor era contar. Sente suas forças sumirem aos poucos. caminha para trás e se apoia na parede. São muitos acontecimentos para lembrar. não muitos, mas intensos. Os olhos mareiam novamente. Um suspiro de alívio sai de sua boca antes de começar a explicar: "Estou fecundada  pelo representante do deus morto que habita a cruz. Agora só á maresia, uma correnteza que afasta os corpos em direção há uma tempestade de espadas e sangue. Uma tempestade que está aqui dentro. Está aqui dentro... aqui dentro..." diz isso apertando com força o vestido sobre o seu abdômen

Athair Levanta-se rapidamente para acudir Ellora. A abraça forte, apertando-a contra o peito. Um misto de raiva e tristeza toma seu corpo, mas ele não pensa no povo, na religião, em nada. Só quer ver sua menina fora dessa dor que parece estar a sentir "Não faz assim, filha. Vai ficar tudo bem! Só reflita mais um pouco, a pressa não é uma boa conselheira."

Morríghan enche seus olhos de lágrimas que insistem em não cair. Sem mencionar uma só palavra, ainda de cabeça baixa, virá e sai brutalmente pela porta à fora, jogando fortemente a cortina que a sua frente para o lado. Monta em seu cavalo e sai em alta velocidade para fora da aldeia.

Ellora se sente apoiada pelo corpo de athair. Talvez seja o apoio paterno que procurará. As lágrimas começam a correr em seu rosto. uma atrás da outra. o chá já estava derramado no chão. Talvez não fosse a vontade da deusa para agora. É meio dia, escuta um piado de coruja. Vira rapidamente a cabeça mas fica tonta. A madalena que comera anteriormente retorna em um jorro que sai de sua boca em direção ao chão.

Athair Senta Ellora em uma das cadeiras e corre para pegar um pedaço de pano limpo para ela. Limpa o chão, recolhe a chgávena de cha em cacos e se volta para a mulher com a mão direita sobre seu joelho. "Vai ficar tudo bem! Seja qual for a sua decisão, eu a apoiarei. Mas poderemos fazer tudo com calma para que você fique melhor" -Entrega o pano para Ellora e busca uma vasilha com um pouco d'agua para melhor limpar o chão. "Vá para a sua casa que te levarei um chá para este enjoo e para te fortalecer o corpo e o espírito. em pouco tempo estará melhor para decidires o teu destino. Descanse um pouco, filha, nosso povo pode esperar por tua melhora"



Ellora escuta as palavras de seu pai. Esta ligeiramente suada. Se levanta lentamente: "Eu preciso conversar com Lemysia. Ela deve cuidar de mim. Por favor, encontre-a e mande-a ir em meus aposentos" Ellora não agradece com palavras mas os seus olhos exprimem todo o afeto e gratidão que está sentindo por Athair.

Athair Urram "Vá descansar, filha! Falarei com Lemysia."

Ellora caminha lentamente para fora. Entra no salão das sacerdotisas e deita em um local apropriado para seu corpo.



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