Retorno a Avalon

"As maçãs doces da ilha sagrada. Como sinto falta do seu cheiro, sua textura, sua forma. Compartilhar da colheita e agradecer à deusa pela fartura é um dos princípios de nossa religião. Quando penso que esses momentos felizes ficarão tão distantes, de modo que nunca mais os tive, uma chuva de emoções torrenciais envolvem meu corpo, me trazendo de volta a Avalon. Cá estou, como uma coruja desterrada, controlando minhas emoções para poder ver mais distante e guiar meu povo. Eu os guio, e a deusa me guia. É hora de voltar."



A manhã estava terminando e o tempo estava ficando cada vez mais curto para Athair sair do vilarejo de barco numa viagem para buscar a grande sacerdotisa. O Druida não sabia se aquela menina que vira crescer era já a mulher forte e preparada para ser a senhora do lago, mas não dava mais para adiar a sua chegada. O povo e a vila necessitavam dela. Athair vai ao encontro de Morrighan, no QG dos guerreiros para pedir que dois ou três o acompanhassem em sua jornada. A líder dos guerreiros pictos não se encontrava no vilarejo, mas três valentes e fortes pictos acompanharam o Mago até a ilha sagrada. 
Ao adentrar território tão maravilhoso, Athair é logo recebido por Ness, uma das sacerdotisas com voto de silêncio, que o guia ao encontro de Ellora. Athair se aproxima pelas costas reconhecendo aqueles cabelos que horas foram de uma menina, mas que agora pertencem a maior e mais respeitada das mulheres sagradas. “Boa vontade, Minha senhora!”- Disse quase sem acreditar nas próprias palavras. Sua menina não é mais uma menina.

Ellora está no vilarejo das sacerdotisas de Avalon. Estava serena, cuidando dos afazeres da ilha e instruindo as outras sacerdotisas iniciantes. Estava serena, para passar segurança. Mas estava partindo, com receio de quem deixaria no lugar para prosseguir como sacerdotisa. Ela, que era a senhora do lago, teria que partir. Já o sabia, de uma visão. A vila prosseguia. As pessoas estavam tristes, mas prosseguiam sabendo que era esse o desejo da deusa. As maçãs não seriam as mesmas, nem os peixes. E talvez as responsabilidades seriam maiores. *voltar para casa. Não. refazer minha casa* pensava, quando escuta uma voz que não estava ao seu redor há muito tempo. Vira-se, sabendo quem já estava lá. Athair, mais maduro, envelhecido. Seus cabelos negros tornaram-se branco nesses 10 anos que não se encontraram. Sorri e diz: "Que a deusa te abençoe, Athair" inclinando o corpo respeitosamente para aquele que substituíra a figura paterna perdida na guerra contra os cristãos


Athair olha para Ellora incrédulo e orgulhoso. Não segura o impulso e abre os braços envolvendo o corpo da bruxa. “Minha menina” - Diz essas palavras e sente nelas o sabor mais doce que traz na memória. Dez rodas do ano giraram em ciclos completos. O tempo agora poderia voltar a passar, pois parecia estar parado desde que um terço de sua alma o havia deixado para viver junto às grandes mulheres naquele lugar sagrado.
“Senhora, precisamos de sua presença! Os povos de nossa região estão agitados e em conflitos constantes, o nosso povo está precisando de sua mão para os conduzir nos fios do destino. Vim te buscar, para que possa a nossa terra voltar a prosperar e ter paz.” Um vento gélido passa por entre os dois “E se vais me acompanhar, é preciso que nos apressemos”. A observa com alegria, enquanto espera sua resposta.


Ellora retribui o abraço de Athair. Nessas 10 primaveras que vivenciará na ilha sagrada inúmeras foram as vezes que desejou o alento paterno, ou o que se aproximava mais dessa sensação que lhe era tão nostálgica. Se afasta e diz com calma, embora haja um fundo de preocupação e cuidado em suas palavras: "Nossa grande mãe já havia me contado. Os preparativos na ilha já estão prontos. Embora você saiba que essa é uma situação peculiar. Deixar uma sacerdotisa responsável por pela ilha sagrada enquanto a Hran sacerdotisa irá cuidar de outras terras. A deusa às vezes nos oferece caminhos que são difíceis de acreditar." diz enquanto solta um suspiro profundo. Vira-se para um dos homens e pede que ele leve uma bolsa de couro com  seus pertences e leve para o barco. Só então nota a presença de três guerreiros. Estão vestidos e com os corpos pintados de azuis, "há algum tempo não vejo essas pinturas. é como rever a imagem borrada de meu pai indo para a guerra" múrmura


Athair uve o que Ellora diz, mas se recusa a ter sentimentos ou lembranças ruins neste momento. Este reencontro é aguardado há muito tempo pelo ancião. *Há sempre tempo para as tristezas, é a felicidade q se faz necessária urgentemente* - Pensou enquanto acenava com a cabeça e esticava o braço direito indicando o caminho. O mago acompanhou a sacerdotisa que seguia a sua frente como seguem sempre à frente as líderes espirituais de seu povo. Finalmente sentia o peso da responsabilidade diminuir em seus ombros, pois agora confiava que seu povo tinha mais alguém para o liderar.
Chegaram à pequena embarcação, os três guerreiros ajudaram Ellora a se acomodar e, em seguida, ajudaram ao velho. Do barco, Athair olha para Ness com olhos de despedida e diz: “Prosperidade!” – Era comum que o druida se despedisse sempre com esse desejo para os outros.
O Barco desce o rio em direção ao vilarejo Picto.


Bryan sai da taverna encharcado de cerveja pelo corpo todo. A taverneira desastrada derramou o precioso líquido em suas vestes. No caminho para os campos, resolveu se desviar e ir para o rio se banhar e tirar aquele cheiro de cerveja que ficou impregnado em suas vestes. Encontra um local bom para o banho e entra na água com roupa e tudo


Mesmo acomodada na embarcação, Ellora não deixa de cumprir seu papel como sacerdotisa. Olha para a ilha sagrada tendo a sensação que aquela seria a última vez na sua vida que veria aquelas terras novamente. Ou melhor, só a veria se fosse para passar seu cargo para a próxima Senhora do Lago. Se posiciona em pé. Se concentra e sente as brumas e as pessoas ao seu redor. O ancião permanece sentado. Os três guardas permanecem em pé, firmes e inabaláveis. Eles não conseguem ver o caminho e nem conhecem as terras, ou águas, mas sua fé inabalável nas figuras religiosas os faz imóveis. Ela levanta os braços e juta as mãos no topo de sua cabeça, abaixa as mãos. As brumas diminuem, e logo os caminhos para as terras d Avalon aparecem. A viagem segue em total silêncio. Parecem dois corpos estranhos que não sabem como interagir. Ou talvez não fosse necessário. Logo no anoitecer adentram no rio que corta as terras de avalon



[17:49] Athair Urram (hanael.mills): (teste de percepção para ver Eli)
Star of Honor  v1.1: ===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO PERCEPÇÃO===


[17:48] Star of Honor  v1.1: Druida Athair lançou os dados e tirou 9 + 5 = 14
Ao cruzarem o estreito, o Druida sente uma presença e resolve voltar o barco. Avista um homem na água e o cumprimenta “Boa vontade, rapaz!”


[17:50] Eli (sailespy2): ((teste para perceber a embarcação chegando [17:49] Star of Honor  v1.0: ===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO PERCEPÇÃO===
[17:49] Star of Honor  v1.0: Bryan lançou os dados e tirou 2 + 0 = 2))


Bryan nadava distraído pensando em tirar todo o cheiro da cerveja das roupas quando é surpreendido por uma embarcação e duas pessoas nele, assustado responde - "Opa... saudações"


Ellora estava distraída olhando a região e escuta Athair cumprimentando uma pessoa. Uma voz masculina sai da água. Se inclina um pouco, mas o suficiente para ver que é e não virar o barco. Um homem de cabelos negros e pele branca está nadando em meio a forte correnteza do rio. Sorri e cumprimenta com a cabeça: "Saudações, senhor"


Os guerreiros pictos parecem inquietos. O ancião sente vindo deles a pressa de irem embora daquele lugar. O velho pondera, mas acena com a cabeça para que sigam viagem. Seria muito arriscado dois sacerdotes e apenas três guerreiros permanecerem ali. Podiam ser emboscados. Seguem o curso do rio até a vila


Após ser abordado observa a embarcação se distanciando, Bryan nada até a borda do rio e sai da água, verifica se suas vestes estão limpas e ao fazer isso nota algumas embarcações seguindo aquela que lhe abordara. Bryan pensou se tratar de mercadores. Com as vestes molhadas resolveu ir até os campos, pois pensou que elas poderiam secar no caminho.


 Ao chegar no pequeno cais da vila, observa primeiramente os guerreiros descerem. Um deles lhe oferecem a mão para descer, que aceita prontamente. As pedras da escada do cais que dão acesso à vila estão com limo e asism, um pouco escorregadias. Antes mesmo que o Athair saia, caminha para vila guiada por um sentimento de nostalgia. Como se todo o sentimento enterrado em seu coração sobre aquele lugar viesse à tona de modo inconsciente.


Athair observa Ellora caminha pela vila e, por um instante, tem a visão daquela menina com as mãos cheias de terra a brincar e a se sujar. Um sentimento de alívio e aflição se conflitam em seu peito. Pensa em seguir a moça, mas resolve lhe dar espaço e segue em direção ao grande salão dos sacerdotes.


Ellora olha ao redor. As casas e objetos mudaram profundamente em todo esse tempo de ausência. Um interesse crescente em vasculhar minunciosamente cada espaço da ilha cresce. No entanto, a viagem foi demasiada cansa.  Vê Athair seguindo para uma das casas que, se não lhe faça a memória, é onde o druída estudava e realizava seus rituais. Também é onde residia, longe dos barulhos das crianças. O segue até lá, de modo silente e sereno, como compete a uma sacerdotisa

Athair Escuta os passos da mulher que entra. Seu coração se completa. “Sente-se, Senhora! Este é teu lugar de direito e merecimento” - Aponta para a grande cadeira sacerdotal, e ocupa a outra ao seu lado esquerdo. “Por muito tempo este lugar lamentou tua ausência. Agora preenches tudo de felicidade”. A noite se aproxima, mas tudo parece mais claro, mais colorido. Os olhos do velho demorarão um tempo ainda para se acostumar com a luz de tamanha presença.  “Seja bem-vinda à tua casa! Tua Irmã vai ficar surpresa em te ver. E por falar nela, é das guerreiras mais valentes que já conheci” - Diz agora com o peito cheio de orgulho e alegria.


Ellora sorri adentrando o espaço sagrado. Não só por ser consagrado pelos deuses e deusas, mas por estar em suas lembranças mais tenras. Senta-se na cadeira tranquilamente e olha o local. Vê a alegria nas mãos do ancião e segura sua mão com felicidade: "estamos em casa, meu senhor. Estamos em casa" Se levanta e vai procurar na casa um aposento para descansar da viagem, pois antes de romper aurora muitas decisões teriam que ser tomadas.



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