O Peso da Cruz no Aço

"Toda religião tem seu símbolo, seu peso. Eu, a Gran sacerdotisa, tenho o rosto marcado pela lua. Ela me guia na escuridão na direção da sabedoria da deusa. Aquele que amo traz em seu peito a cruz forjada no aço e no fogo. Quão profunda e pesada será essa cruz, ou a minha lua?"



Ellora não está de bom humor. Não conseguiu dormir. Rolava de um lado para o outro na cama tentando encontrar uma posição que fosse confortável e que a fizesse imergir no reino da verdade, onde os sonhos são possíveis e reveladores. A barriga avantajada impedia muitos movimentos. Em verdade não se lembrara de rolar tanto na cama sem conseguir dormir. O gosto da galinha ao molho de sangue vem à boca. não é um bom sinal. Se levanta. Os passos rápidos tentam esconder o andar semelhante ao de uma pata que toda grávida tem quando está próxima de dar a luz. O frango ganha sua liberdade, está no fundo da casa, no chão. Lá será esquecido e voltará como alguma outra coisa, uma planta, um verme. Ellora limpa a boca e tenta respirar bem. Está ligeiramente pálida. Não ganhara mais peso, na verdade, a barriga parece crescer enquanto o corpo se mantém o mesmo. Se apoia na parede de pedras de sua casa e procura por sua discípula, Pandora.

Ellora: "Pandora. Pandora!" grita do fundo do salão sacerdotal e murmura "Essa menina se perdeu nas brumas? não é possível. Não é iniciada mas é inteligente." e grita "PANDORA". Não escuta a voz da mulher. Algumas sacerdotisas vem vê-la, se precisa de algo, mas Ellora as dispensa. Elas não sabem do ocorrido e não devem saber. Não, era para Pandora estar presente como havia dito que estaria. Caminha até um barril d'água, limpa o rosto e a boca, tanto por fora quanto por dentro. Se aproxima do pomar. As maçãs ainda estão bonitas, suculentas. Se aproxima e pega uma delas. Morde-a. Apesar do mal estar anterior, a maça cai bem, principalmente limpando o gosto ruim dos fluidos liberados de seu trato digestório. *Irei ver a baronesa como combinado, mesmo sem minha discípula* Caminha novamente feito uma linda patinha preta para dentro do salão sacerdotal, pega seu cajado novo e desce o morro onde está o acampamento celta.

[17:34] Ellora: Star of Honor v1.5: ===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO PERCEPÇÃO===
[17:33] Star of Honor v1.5: Ellora lançou os dados e tirou 11 + 6 = 17

Luka depois de esperar a porta da marcenaria, como foi indicado pela senhora do porto, ele se cansa, mesmo não tenha ficado por lá muito tempo e parte pela cidade refazendo o caminho que sempre soube a espera de vê alguém conhecido.

Ellora desce, passando pela densa floresta. É uma andar que já é cansativo para o corpo da jovem sacerdotisa. Ellora se sente como se fosse dar a luz a uma ninhada. Uma gamo fêmea que dá a luz a vários gamos.

Luka: Star of Honor v1.0: ===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO PERCEPÇÃO===
Star of Honor v1.0: Luca lançou os dados e tirou 14 + 0 = 14

Ellora chega ao pé do terreno que oculta sua vila. Próximo, há um porto de a[águas calmas e uma construção antiga, que lhe parece que não é habitada a algum tempo. Ao menos não se recorda de ter visto alguma menção à existência humana viva nesse lugar. No entanto, há uma pessoa no porto. Há uma pessoa no porto. Um homem. De longe, ele parece alto, demasiadamente alto. Há tempos não vê um homem tão alto assim. Ainda assim consegue avistar uma cruz vermelha em seu peito. Já viu essa cruz antes. E essa cruz não lhe é agradável. A mão vai à barriga imediatamente. Não se sente segura perto dele. Ele é como uma ameaça não concretizada. Se vira para se afastar dele e seguir para região das terras de Élvia

Luka Ao se aproximar do local onde sempre estivera, vê uma mulher no caminho e aperta os olhos para enxergar melhor e caminha, seguindo a estrada a frente sem tirar os olhos daquela mulher... mas anda devagar, pois as dores da investida ainda são fortes..

Ellora se afasta apressadamente do homem do cais (garon). caminha pelo mato até que se sinta segura novamente. a distância percorrida é como a brisa marinha voltando a soprar e varrer um continente em pleno tempo solar. Ellora olha para os lados. Não via ninguém se aproximando e volta para a estrada. era preciso passar por ela para chegar nas terras da camponesa. Logo avista um homem. Ele se aproxima lentamente. Não apresenta perigo, aparente. Mas algo em seu peito está errado. O carmin insiste em aparecer. Aquela maldita cruz insiste em aparecer. É a cruz, é o carma. Ellora para, atônita, deixando que o homem se aproxime. Sua intuição lhe diz quem é, mas seu olhos... ah... seus olhos precisam ver para crer

Luka vê a mulher se aproximar, estranhando seus movimentos na estrada, mas a cor da sua pele lhe lembra alguém que não foi exatamente esquecida. Ele esteve por muito tempo perdido na escuridão e no próprio tempo. Mas ao vê aquela cor não duvidou em seu coração que se tratava da moça da floresta, a que lhe ensinara um pouco mais sobre a vida e suas diferenças. "Ellora... " fala como se tivesse visto um anjo enviado por Deus, mas ela estava diferente, realmente diferente e a olha nos olhos depois de reparar em seu corpo, sem entender oque estava acontecendo e sentiu uma tristeza ao vê que ela tinha uma vida dentro de si.. e não conseguiu falar mais nada.

Pandora: Pandora acorda abruptamente e não vê a Gran Sacerdotisa em seu leito - Ellora? * Onde se meteu essa mulher * o silêncio domina a cabana, a vila. Se outros celtas estão ali, devem estar a descansar também. Pandora sai em busca de sua sacerdotisa pelo caminho de saída da vila * Ela sabia que eu iria acompanha-la até a Baronesa Élvia, se saiu só, não deve estar longe* Com este pensamento, segue em passos largos...


Ellora estava certa. É ele. O homem do mar que gosta de favo de mel e investidas soturnas na floresta. Aquele que se diz enviado do deus morto. Ellora possui muitas coisas para conversar com ele, no entanto não sabe se deseja retomar esse assunto. Já faziam quase 280 luas que o homem que dissera que retornaria desaparecera nas terras dessa cidade. Sentia que seria mais uma criança sem pai, filho de um morto, um anônimo sem família, sem passado. Tudo para essa criança seria o presente vivido e o pouco que a sua mãe poderia lhe dar de presente, mas um mundo de passado e cultura de sua civilização. Ellora se mantém firme, como cabe às sacerdotisas filhas da deusa e treinadas na ilha sagrada, caminha serenamente, acenando para o monge com a cabeça e lhe diz, em volume baixo de voz a única coisa que lhe parecia coerente: "a criança é sua filha" e segue caminho lentamente, do mesmo jeito que andam as grávidas em via de dar a luz

Luka Ouve as palavras daquela que em outra ocasião era a dona de seus pensamentos e pecados, se lembra da noite na floresta e lembra-se das palavras da enfermeira sobre os dias que ficou desacordado e tudo isso se passa em segundos na sua cabeça e vira-se pegando Ellora pelo braço com o pouco de força que ainda tem. "Aonde você pensa que vai? .. é minha? ... " e olho dentro de teus olhos buscando as verdades que sempre enxergara nele..

Pandora ofegante, desce a estrada quase que correndo. Do alto avista Ellora a andar em passos lentos mas * Espere, quem é aquele homem a conversar com ela? * Percebe que Ellora tenta seguir o caminho mas o homem parece impedir. - ELLORA, Ellora, espere-me - Grita Pandora agora a uns 50 metros dos dois.

Ellora: Star of Honor v1.5: ===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO CARISMA===
Star of Honor v1.5: Ellora lançou os dados e tirou 16 + 7 = 23

Ellora sente Luka segurando seus braços e retendo seu movimento. É algo que ele nunca teve direito. Olha tranquilamente para ele e usa sua autoridade e presença de senhora da ilha sagrada, de modo intimidador: "Agora você irá me soltar e eu irei seguir meu caminho. Não há nada para falar com você agora" - Ouve Pandora gritando por ela, mas continua olhando para Luka, esperando que ele obedeça sua ordem


Luka ouve os gritos da mulher que se aproximava por trás e respira fundo olhando para Ellora, ainda a segura por alguns instantes a olhando e devagar começa solta-la e diz o mais breve possível enquanto realizava o movimento: "Houve um ataque... no mar... " fala baixo e a olha com tristeza, soltando e abaixando a cabeça. se afasta para que a outra mulher perceba que não há nada errado acontecendo.

Pandora: Ofegante Pandora passa pelo homem, encara-o apenas de relance. Ele parece preocupado * ou seria triste? Este homem não é celta, apesar de não conhecer a todos da vila que pouco ficou, seus instintos dizem que não é um irmão..* Pensa ela. Volta a atenção a Ellora, toma de suas mãos uma armação de cipós com alguns galinhas presas * OH Deusa, mais galinhas* - Ellora, porque não me chamou? Você não pode fazer esse caminho sozinha . Dê-me essas coisas. Pandora olha novamente para o homem parado as observando. Seria seguro que ele as acompanhasse mas prefere não falar nada.

Ellora olha para Pandora e lança um olhar furioso. Não pela demora, mas pelas palavras usadas. Pondera rapidamente e diz: "Quem muito fala pouco escuta, Pandora. Quem muito fala pouco escuta" -olha para Luka. Não deixa de perceber seu olhar, mas o que poderia fazer agora, depois de passar por esse tempo inteiro gestando sozinha e enfrentando os olhares de sua tribo de gerar uma criança filho de alguém que não é celta? - "vamos Pandora, a Baronesa não pode nos esperar mais. Nem essa criança. Que a deusa te ilumine, monge"

Luka acena com a cabeça para as senhoras e retoma a postura de guerreiro que ainda era. "Vão com Deus, Senhoras!" ..

Pandora: Pandora não entende do que Ellora fala, ela apenas perguntou porque ela não a esperou , devem ser as emoções que mulheres passam perto de parir, pensa ela. Escuta Ellora despedir-se do homem e * Ela falou monge? O que um monge fazia aqui tão perto da vila? será que ele sabia da existência dela? De onde conhecia Ellora?* Essas perguntas não poderiam ser feitas ali e nem naquele momento. Apenas sussurra: - Ellora, minha sacerdotisa, pelo que vejo, este homem não oferece perigo, porque ele não nos acompanha? Não é melhor afasta-lo da vila ?

Ellora suspira e apenas repete o que diz: "quem muito fala pouco escuta, minha discípula. Sigamos ouvindo a natureza." *o monge ainda é um assunto que terei que encarar depois. não agora* pensa enquanto segue abrindo caminho para as terras da baronesa

Pandora: Pandora olha mais uma vez para o homem que agora saber ser um monge. Depois tentará entender o que ele tem a ver com sua Gran Sacerdotisa. De certo comentará com a Baronesa deste estranho encontro. Acompanha sem nada mais falar Ellora, amparando-a como pode.

Luka ouve a moça que passa e acena para ela com a cabeça e vê as outras duas partirem e se deixa ficar por ali um tempo e acredita que agora seria melhor procurar o grão mestre da ordem, precisa saber como vão as coisas.


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