Crueldade ao Molho Pardo
"A fêmea do galo. Ave criada para produção de carne e ovos. Embora as galinhas tenham asas, não são capazes de voar. Se os sonhos devem ser altos, as galinhas não são capazes de voarem para seus sonhos? Qual o destino de uma galinha?"
Pandora saiu tão logo a Baronesa Elvia entregou a carta. A passos largos o cesto de mantimentos a atrasda um pouco. Mas a carta escondida em uma bolsa de couro em seu vestido é que perturba a sua mente. Desde que foi enviada pela Gran Sacerdotisa Ellora para auxiliar a Baronesa, não tinha mais feito este caminho pela floresta. Ela para para descansar e para aguçar seus sentidos e visão * Não, ninguém por perto* . Ela rapidamente entra por um caminho na floresta que leva a vila escondida dos Celtas. Seus pensamentos voltam a carta novamente * uma pequena semente e germina".... " porém são brumas negras e com ela vem um sentimento de tristeza profunda e uma dor" . Pandora entende o que pode estar ocorrendo e apesar de ter tidos sonhos, nenhum em especifico direcionava a isto. Mas o sentimento de tristeza sim, era algo familiar a ela ao acordar de alguns sonhos, mas as profecias não pareciam ser claras. * Finalmente, avisto a vila, mas onde Ellora estará? ..Humm, certamente em cima da cabana onde a coruja plana, mesmo ainda com o sol alto " - Ellora, minha Gran sacerdotisa, sou eu Pandora sua discípula, permite minha entrada?" grita ela.
Ellora se levanta. é noite. mas um cheiro de galinha paira no ar. *o que é isso?* Suas narinas esmiúçam o cheiro que teima em entrar por suas fuças e lhe dar água na boca. Se levanta rapidamente e vai até lá fora. Não há ninguém nem as galinhas estão agitadas. Estas, aliás, fazem o que toda galinha faz à noite - dorme para poder acordar cedo e acordar os outros. NO entanto, a miragem do cheiro faz com que Ellora se levante, caminhe até os galinheiros e escolha uma de suas galinhas.... talvez mais. Quatro. Quatro galinhas são amarradas delicadamente e postas à mesa. Só então nota a sua pupila a gritando. Ellora sai de um estado de transe e se aproxima para vê-la pensando *meu filho nascerá com cara de galinha*
Pandora diz: Ellora minha querida, quanto tempo. Retardei minha vinda a vila para evitar suspeitas, sou agora dama de honra da Baronesa, Elvia nossa irmã . Mas ela me enviou com urgência a ti - pandora finaliza colocando o cesto de mantimentos no chão.
Ellora escuta com atenção. vê os cestos de mantimentos. o estômago ronca. encosta na mesa e paga o cutelo que estava na mesa e coloca em suas mãos. Imediatamente apota com este para a sua pupila e pergunta: "você sabe... preparar frango e aproveitar todo o sangue?"
Pandora disfarça o constrangimento, apesar de Celta teve sempre uma vida rodeada de regalias e até servos. Apenas sorri para a mulher segurando o cutelo se dirigindo ao animal devidamente dominado.
Ellora sorri e entrega o cutelo para Pandora: "precisamos ser cruéis. Precisamos ser cruéis com a galinha. no preparo e quando comemos. Eu espero isso de você. Seja cruel. Dama de honra ou uma das nossas. Seja cruel. ... Agora torça os pescoços ou corte-os, por favor."
Pandora só agora confirma que o sonho de Elvia indicava o que ela suspeitou...a mulher está prenha. Segurando a repulsa e lembrando que aquelas mão já mataram humanos, pega a primeira galinha, com firmeza. O animal esperneia e grita e , rapidamente, ela torce o pescoço como foi solicitado e olha para a Ellora. Com um sorriso fala - Cruel o bastante, minha Gran sacerdotisa?
Ellora olha para a sua pupila toma-lhe a galinha que ainda agoniza em suas mãos e o cutelo. coloca a galinha na mesa e corta-lhe o pescoço, não para decepá-la, mas para tomarlhe o sangue, que é armazenado em outro recipiente, Enquanto vê o sangue cair, gota por gota, pergunta: "o que é cruel para você, Pandora?"
Pandora analisa aquela pergunta com cuidado. Muito do que ela considerava cruel ela já havia praticado e sabia que teria praticado. Sem titubear responde: - Cruel é não realizar o que tem de ser realizado por fraqueza.- Continua a observar Ellora a retirar todo sangue da ave sem desperdiçar nada

Ellora sorri com resposta. coloca a cuia com sangue da galinha na mesa e caminha até o fogão. A água está quente. joga a galinha na água para escaldar sua pele e observa. As bolhas fazem as penas se mover. "A natureza é cruel. Não é certo desperdiçar nada, minha filha. Nada. Não é questão de bom ou mau, nem de certo ou errado. A natureza vai além disso. Que nem essa galinha aqui." - pega a galinha rapidamente para sua mão não queimar e coloca sobre a mesa. Começa a depená-la tirando rapidamente pena por pena. "leia a carta para mim, por favor"
Pandora se assusta , * A carta!!" * Ela mesma não tinha tido tempo de avisar dela desde que chegou mas não admira que Ellora já havia captado isto. Com cuidado , pega a bolsa de couro animal amarrada em seu xale e abre o papiro com cuidado. Abre cuidadosamente e lê como a mulher pedira:
- " Querida Ellora
Há meses não tenho noticias tua, nem mesmo por aqueles que me enviaste para manter em segredo, Os sonhos , estão repetindo. Todas as noite vejo você envolta em brumas, dor e tristeza me são mostrados a tal ponto que acordo aos prantos, mas há algo mais que me perturba, uma árvore...." Pandora para por um instante e percebe que a mulher aparentemente não transmite qualquer emoção com as palavras...continua " Ela começa em uma pequena semente e germina, cresce e começa a dar frutos, mas as brumas a envolve, porém são brumas negras e com ela vem um sentimento de tristeza profunda e uma dor, mas também uma determinação forte em crescer.
Ando aflita por meses seguidos do mesmo sonho, a Deusa deve estar a me enviar isto. Minha querida imploro que se puder venha a mim, caso contrario pedirei a Pandora que me leve até seu encontro.
Afetuosamente, El.
- Pandora fecha o papiro e entrega a Ellora esperando qualquer reação.
- Pandora fecha o papiro e entrega a Ellora esperando qualquer reação.
Ellora olha para Pandora entregando-lhe o papiro. Da uma risada: "tudo que eu não posso agora e mexer com papéis e outras coisas. Minhas mãos estão sujas de pena, e de morte." - diz terminando de fazer o processo com uma galinha. repete tudo com a segunda, a terceira. Olha para a quarta. Sente dó de deus olhinhos galináceos dóceis, solta-a. "Xô, XÕ. vai ciscar em outro terreno, vai."
Pandora fica aliviada de ver que ela parou aquela tarefa antes da última. Apesar de estar fingindo costume, aquela cena misturada ao cheiro de sangue a embrulhava o estômago * Controle-se mulher, muito mais sangue fizestes jorrar* - "Ellora , minha Gran sacerdotisa, me acompanharás? Partiremos amanhã cedo"? -Finaliza esta ultima frase se perguntando se a mulher teria condições de fazer uma viagem, mesmo que não muito longa.
Ellora diz: "nham nahm nham nham - coloca a galinha em um espeto e as põe para assar. em um caldeirão, derrama algumas ervas, um pouco de água, aproveita parte da pele da galinha para tirar u pouco de gordura e derrama o sangue, mexendo antes que coagule. "amanhã? tem certeza? - a claro, a urgência. Também necessito falar com ela. Sim, prefiro ir até as terras de Elvia. Tenho assuntos para tratar com ela." Tira do fogão assim que o molho fica pronto e observa os três frangos terminando de assar
* A mulher é um touro de forte, claro que conseguirá * pensa Pandora. As ervas começam a dissipar um cheiro gostoso no ar e a fome de Pandora adormecida com a tarefa da morte dos animais voltará. - Perfeito Ellora, descanse esta noite e pela manhã seguiremos até Elvia, a baronesa. - Pandora observa a coruja a observa-las em voo. - Precisa que te ajude em mais algo?

Ellora retira os frangos, coloca-os na mesa. não está lingando para o alinhamento. apenas pensa em saciar o seu desejo de comer frango. "de forma alguma, apenas coma um pouco se desejar. Apenas lembre-se que tudo foi preparado de forma nada dócil" Nesse momento escuta o piar de uma coruja, que voa rondando o salão sacerdotal. Ellora sorri e começa a comer o frango regado ao molho feito com sangue.
Pandora pega um pedaço, está cansada da viagem e no dia seguinte terá que fazer o caminho de volta, com uma mulher grávida. Pandora quis indagar algo mas preferiu se calar. Aconselha Ellora a ter uma noite de descanso e pede que se for impossível, elas poderão seguir outro dia. Satisfeita, Pandora se levanta, vai até a gran sacerdotisa e toca-lhe a barriga . A voz de Elvia parece soprar em seus ouvidos o que escreveu na carta * um sentimento de tristeza profunda e uma dor, mas também uma determinação forte em crescer.* , De certo, muitas histórias acontecerão junto a este evento.
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