Farinha
"Quem é essa mulher? Porque o coração de Acquamarine está disparado? Por que a humana está desesperada por farinha?
Estava cansada. Os pés doíam e havia caminhado mais de por mais de uma lua inteira. Muitas vezes tinha tido vontade deparar, sentar a beira do rio, descansar mas sabia que não podia. Precisa ir e voltar a tempo do Festival de Beltane com a encomenda que Ellora havia lhe feito. Queria correr a taberna para beber água mas antes se arriscou a perguntar no comércio local sobre o ingrediente pedido. Pelas deusas! Parecia que todos haviam resolvido fazer bolos porque não achava o que queria!
Danu Decide então ir a taberna. A noite já havia caído e o vilarejo estava silencioso . Precisava de água para continuar a sua busca. Quando olha a garrafa em cima da mesa não olha para os lados e se sente enchendo o copo e tomando seu conteúdo de um gole só. Então percebe a mulher de cabelos longos e brancos. " Desculpe, não a vi."
Acquamarine chega a taverna ao final da tarde e a abre para a freguesia da noite como faz todos os dias. Dá uma olhada na chama do fogão e acrescenta madeira, quando uma das varetas se incendeia ela vai em direção as mesas e ao candelabro para acendê-los antes que a noite caia. Ela volta em direção a cozinha e joga a vareta no fogão novamente, se vira e pega um pano na pia e vai em direção a grande sala e começa a limpar as mesas para tirar a poeira trazida pelo vento, Os olhos azuis notam que ja se faz noite quando percebe vê uma mulher de longos cabelos loiros e vestes negras adentrar a taverna se sentar a mesa ao fundo. Ela se aproxima ao ouvir a moça lhe falando algo se aproxima da mesa e diz: " Não se preocupe, em que posso servi-la?"
Danu olha para a mulher observando-a atentamente. Lembrava-se de que devia tomar cuidado e não confiar nas pessoas, principalmente se fossem cristãos. Não sabia exatamente com quem estava lidando e tentava ser cautelosa. Estou de passagem e com fome Um pão com carne de porco cairia bem. Você teria para me oferecer? "
Acquamarine mantém os olhos fixos na mulher enquanto aguarda ela fazer o pedido e apesar de passagem muitas humanas pela taverna ela grava rostos muito bem, e esta mulher sentada a sua frente nunca esteve na taverna antes. Fica em posição de alerta quando o coração dela dispara sem um motivo aparente ou ameaça eminente, então ela volta a atenção dela para a mulher e diz: " No momento senhorita estamos aguardando para receber nossa encomenda de carnes que por sinal eram pra ter chegado hoje mais ainda não veio. Portanto, o que posso lhe oferecer é um bom pescado cozido ou assado e um pão de forno fresquinho , e mais se a senhorita desejar beber algo também temos um vinho muito bom para oferecer, o que acha?"
Danu Com a fome que estava não estava em condições de exigir muito. Além do mais não era sua intenção chamar muita atenção para sua pessoa e reclamar não ia adiantar. " Creio que neste momento comeria até pedra” - f ala em tom de brincadeira tentando relaxar a pressão que sentia no ambiente. “Vamos de pescado assado e um pão fresco. Quanto a bebida creio que a cerveja vai me refrescar mais. Por sinal vi pouco movimento no vilarejo, poucos comércios abertos. Essa tranquilidade é constante?”
Acquamarine “Estas horas todos já estão indo ou já estão em suas casas senhoritas, pelo que vejo, a senhorita é nova na cidade e acaba de chegar. Lhe aconselho a passar a noite aqui na nossa pousada, temos camas confortáveis e, pelo menos, a senhorita não fica a vagar por estas ruas a noite e sozinha!” ela diz categoricamente para a humana
Danu Não teria jeito . Devido ao tempo de viagem deveria pousar e descansar. Sairia bem cedo, de madrugada, chegando assim na aldeia ainda em tempo. Não gostava da sensação que a mulher lhe passava. Não sabia identificar qual mas lhe deixava desconfortável como se ele estivesse associada a algo ruim. Perdeu-se neste pensamento durante alguns minutos.
Acquamarine “Pois muito que bem, então primeiramente vou lhe buscar a refeição, enquanto se alimenta vou lhe aquecer água para tomar um banho e arrumar a cama , com licença!” ela então se retira rapidamente em direção a cozinha , mas, ainda assim sente o coração inquieto, porém resolve se concentrar em preparar tudo para a humana e seu pernoite.
Danu batia com os dedos bem de leve na mesa, cantando em pensamento uma música na sua cabeça, presente em sua infância, enquanto aguardava a mulher trazer seu pescado. Ouviu o barulho do seu estômago que soou no ambiente. Ela não tinha lhe respondido da farinha. Será que ela teria para vender. Precisava conseguir. Se tivesse que aguardar o comércio abrir, não chegaria a tempo do Festival. Quando ela retornasse perguntaria de novo, decidiu consigo mesma. Não queria que a mulher se aproveitasse da sua necessidade e lhe cobrasse o olho da cara. Pensou na noite de sono. Ansiosa e com seus sonhos que a estavam perturbando. Bem pelo menos posso tomar cerveja e cair bebada na cama! Isso se a porta ficar bem trancada...nada naquele lugar lhe deixava tranquila!
Acquamarine chega a cozinha e pega um prato fundo de porcelana no armário passa um pano limpo e coloca sobre uma bandeja redonda. Caminha e vai em direção a panela de ensopado de peixe sobre o fogão e pega uma boa porção com uma concha funda e despeja no prato. Pega um pão fresco do forno e também coloca sobre a bandeja , aproveita e também coloca uma colher. Vai em direção a grande sala e no caminho passa pelo barril de cerveja, pega uma caneca ao lado e a enche deitando sobre a bandeja. Vai em direção a mulher com a bandeja entre as duas mãos cuidadosamente> "Aqui está o seu pedido senhorita, tenho certeza que vai gostar é uma das nossas melhores especialidades!"
Danu O cheiro estava delicioso.ou a comida estava boa ou sua fome era muita. Por um momento se sentiu no paraíso. Pegou um pedaço do pão e molhou na sopa fervendo quase queimando a língua. Corre para beber a cerveja e refrescar a boca. Fala ainda com a boca cheia" Nossa está uma delícia! " Depois de matar um pouco a fome pergunta a mulher" Por sinal não sei ainda seu nome. Sou . Quanto a farinha saberia me informar onde comprar a esta hora? falava pedindo a Deusa que não lhe faltasse.
Acquamarine sorri para a mulher e diz: “Meu nome é Acquamarine, minhas irmãs me chamam de Acqua, é um prazer conhecê-la . Quanto a farinha , terá que aguardar até amanhã para comprá-la no mercado, logo cedo quando abrirem a barraca. Agora vou pedir sua licença novamente para poder preparar seu banho!” Ela então se retira e vai em direção a cozinha novamente para colocar um caldeirão de água no fogo
Danu *Droga, droga, droga* falava para si mesmo. Precisava da farinha. Franze as sobrancelhas .Será que iria ter que esperar a noite cair e invadir o local? Ente pensamento a faz sorrir , pensa, pensa. Não é possível você se atrasar tanto. Teria que insistir com a Acqua. Por sinal que nome estranho. Parecia nome de peixe!
Acquamarine enfia o caldeirão no barril de água da cozinha e o coloca sobre o fogão. e então aproveita e coloca mais alguns gravetos de madeira para aumentar mais o fogo. Ela então sai da cozinha e sobe em direção ao quarto, antes de subir as escadas observa a mulher que ainda se alimenta e começa a subir os degraus em direção ao quarto para ajeitar a cama e deixar tudo pronto
Danu Já tinha devorado o prato de sopa e acabava de comer o pão e tomar a cerveja. Agora com o corpo alimentado sentia o corpo dolorido e o cansaço que se apoderavam dela. Pensava nas palavras da sacerdotisa. Precisava se esforçar para ser uma filha da Deusa. Bem a mulher se mostrava atenciosa, só faltava ter compaixão de sua necessidade de farinha. Observava o local e as instalações pensando onde o estoque ficaria guardado…isto seria uma loucura pensava para si mesma.
Acquamarine arruma a cama com lençóis limpos e retorna de novo a cozinha enquanto desce as escadas rapidamente em direção ao fogão com a água fervente. Pega um pano para proteger as mãos e segura firme a alça do caldeirão. Ela sobe novamente as escadas e despeja a água na tina de banho. Refaz o caminho em direção ao barril para pegar agua fria em um balde e sobe novamente as escadas para jogar água na tina. Ela coloca a mão na água para sentir e temperatura e nota que está agradável. Ela desce as escadas de madeira novamente com o balde se aproxima da mulher a mesa e diz: "Pronto senhora, o seu banho já está pronto e sua cama arrumada, espero que tenha uma boa noite de descanso!"
Danu: “Agradeço Aqua. Mas preciso insistir com você na minha necessidade. preciso retornar muito cedo minha viagem. Terei dificuldade em esperar o comércio abrir. Sei que isto não é comum mas precisava de seu auxílio na compra de farinha. Talvez possa me vender. Não se preocupe posso pagar pelo que for necessário”
Acquamarine estranha a urgência da mulher em querer comprar farinha. Já havia ouvido de tudo na taverna , mas urgência em comprar farinha aquela hora da noite era a primeira vez. Ela sorri para a mulher e diz: " Bom senhora , se não for grande quantidade de farinha, posso até lhe vender , mas não tenho muita no momento. De quanto precisa necessariamente?"
Danu Pensa no peso que aguentaria levar e que dificultaria sua volta. Pensa na quantidade de comida que estava sendo feita na aldeia e no que a mulher efetivamente estaria disposta a lhe vender.precisava arriscar. " Precisaria de uns dez sacas de farinha. Pelo menos atenderia a encomenda que me foi feita fala sem entrar em detalhes. Cruzava os dedos segurando o copo de cerveja. Confiava na Deusa mas uma ajuda das superstições poderia ajudar também!
Acquamarine “Dez sacas? Isso eu não tenho aqui não senhora, posso lhe ofertar 5 kg, pois muito cedo tenho que fazer pães frescos para os clientes que aqui aparecem e se lhe vender tudo, não terei pães pois o comercio não abrirá tempo!”
Danu O jeito era se contentar com o que havia conseguido. Cinco sacas eram melhor que nada. “Agradeço sua boa vontade. Vou aceitar os cinco sacas. Serei grata pela sua ajuda, tenha a certeza. Creio que com isso vou descansar, Se me trouxer a farinha levo para o quarto pois parto bem cedo. E acerto minha conta da comida , da hospedagem e da farinha. Talvez não a veja quando sair.” Fala as palavras mas não tinha muita certeza se lhe seria eternamente grata. Talvez um pouquinho. Aquela sensação persistia.
Acquamarine “Certo senhora , tudo ficará 100 coins, vou pegar os sacos de farinhas na cozinha , já volto!”
Danu Enquanto aguarda o retorno da mulher, pega a bolsa com moedas que estava amarrada por dentro do vestido. Pronto lá se foi seu dinheiro. Pelo menos no caminho só poderiam lhe roubar farinha.
Acquamarine retorna da cozinha com os 5 sacos de farinha e os coloca sobre a mesa e então diz: “Aqui estão senhora, é o que posso fazer pela senhora no momento!” Ela então estende a mão e espera pelas moedas que serão depositadas.
Danu Pega as moedas e deposita sobre a mesa. Junta as farinhas e sorri para a mulher. " Obrigada, agora se puder me indicar o caminho, penso que devo me recolher. E não deixe nunca de fazer esse pescado, maravilhoso"
Acquamarine “De nada senhora e obrigada, espero que nos recomente a outros clientes. Por favor me acompanhe por aqui é só subir as escadas” ela aponta com o dedo e estende a mão em direção a escada, enquanto aguarda a mulher subir. e continua: “Espero que tenha uma boa noite de sono e descanso, espero revê-la mais vezes”
Danu acompanha a mulher subindo as escadas. Seu único desejo neste momento era fechar a porta e se jogar na cama....
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