Iniciação - A Purificação
"Aprendemos encantamento através da palavra da grande mãe, e de tantas que vieram antes das que estão encarnadas. Estamos prontas para esse chamado? Como nos preparamos para dançarmos aos sons e olhos sagrados, recebendo os dons e as bençãos da grande mãe?"
Ellora
ainda estava deitada quando os primeiros raios solares despontaram
dentro do salão sacerdotal. Andava muito cansada. Principalmente
pelo rebuliço que o vilarejo passava em virtude de haver um monge
como convidado da sacerdotisa. Ellora sabia que o caminho para
apaziguar os ânimos na sua vila era ser forte e continuar seguindo
os preceitos de sua fé. Necessitava ter um momento com suas
pretendentes a pupilas. Já era hora de sua mais velha, a que estava
ali há mais tempo, ingressar no círculo sagrado da antiga religião
e ser uma representante encarnada da deusa na terra. Ellora se
levanta, se espreguiça para que o corpo desperte e caminha para o
lado de fora. Sob a luz do astro-rei faz a saudação ao sol, o deus
quente. *Logo acenderemos as fogueiras novamente, saindo do Imbolc
para Beltane.* Dito isso, a sacerdotisa caminha silenciosamente até
o poço do oráculo. Era preciso contactar Pandora.
Pandora
havia se levantado muito cedo. havia dormido por mais de 12 horas.
Seu voto de silêncio havia sido de certo modo tranquilo mas a
dormida na mata em uma noite chuvosa lhe havia trazido um cansaço
maior do que esperado. Sentia-se renovada. Pela janela procura
verificar se sua irmã, melhor dizendo, a baronesa Élvia havia
retornado " Onde estará o mestiço É algo que preciso saber,
de preferência antes de encontrar Ellora." Pandora sai desses
pensamentos e recorda que havia sonhado com Ellora, mas não se
lembra muito. Também havia sonhado com a deusa, a deusa que sua mãe
havia ensinado a devoção. Desta ela lembra bem. " Será um
sinal de que meus votos me ligaram novamente a ela?". Ainda não
havia se vestido após o banho. Olhando para as vezes sobre a cama,
as coloca e respira fundo, tentando uma comunhão com a natureza.
]Ellora
caminha por um certo tempo. O sol já havia despontado no horizonte e
já estava iniciando sua trajetória no céu com todo o corpo celeste
à cima da linha do horizonte. Ellora aproveita a caminhada para
lembrar de Pandora e o contato que tivera com a sacerdotisa até
então. Ao chegar no bosque sagrado, as folhas estão brilhando com o
orvalho que ainda está fresco, e as pedras parecem quentes. Ellora
respira profundamente e para um minuto para se concentrar. Ela se
inclina sobre o poço e chama pelo nome da pessoa que deseja chamar:
“Pandora! Pandora!”, esperando que a magia do Nemeton levem suas
palavras até a moça
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of Honor v1.5: ===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO INTELIGENCIA===
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of Honor v1.5: Ellora lançou os dados e tirou 9 + 7 = 16
– PANDORA,
PANDORA – Pandora sente um vento frio soprar em seu rosto tão logo
ela sai de seu quarto a caminho da casa principal da Baronesa. * Essa
voz não é de Élvia.... * Pandora desce as escadas e vai para o
lado da casa verificando se algum dos serviçais que a havia chamado.
- ~ Cailleach? ~ - O nome da deusa sai em sussurro da boca de
Pandora, talvez influenciada pelo voto de silêncio do dia anterior.
- Não, não pode ser....- O vento continua a soprar forte e um
pequeno redemoinho levanta folhas a sua frente. Ninguém está por
perto.
[18:41]
Ellora continua chamando-a, sabendo que a moça já escuta. Sua voz
traz a profundidade da experiência, ainda que a gran sacerdotisa
ainda seja nova: “Pandora, É chegada a hora. A grande mãe te
convida. Faça os preparativos e retorne ao sinal da coruja.
Venha!”
*
Ellora…. * Pandora agora sabe o que fazer * O que será que
aconteceu? Terá a ver com o mestiço? Pouco importa agora* Pandora
acena para o cocheiro e pede que este apronte o cavalo mais veloz.
Ouve de volta, quase que instantaneamente, que aquele
cavalo que estava com ele havia sido pronto para a Baronesa mas que
esta havia desistido. Pandora agradece a deusa e, montando no mesmo,
parte em disparada em direção a vila. A voz continua a chamá-la
agora mais suavemente.
Ellora
diz mais uma vez, com um tom de voz mais sério: “Isso é um
chamado da deusa, Pandora. Venha e nos traga mel, leite, trigo e
peixe. Venha” E se afasta para agilizar demandas e poder receber a
moça adequadamente.
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of Honor v1.5: ===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO CARISMA===
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of Honor v1.5: Ellora lançou os dados e tirou 12 + 7 = 19
Pandora
agora em total sintonia com o chamado, para na feira do palácio. -
saudações senhora, me veja o seu melhor peixe. _ Entrega uma moeda
para mulher e, na barraca vizinha, pega outros suprimentos. Sobe
novamente no alazão negro da baronesa e segue o mais rápido que o
animal e dispara para seu destino.
Ellora,
sabendo que agora seria atendida pela sacerdotisa, caminha até o
canteiro de ervas. A moça precisará de um ritual de purificação
profundo. Só assim poderá estar em contato verdadeiramente com a
deusa e ingressar no círculo religioso. Ellora se abaixa e procura
cuidadosamente as ervas para a purificação da moça
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of Honor v1.5: ===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO PERCEPÇÃO===
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of Honor v1.5: Pandora lançou os dados e tirou 11 + 1 = 12
As
brumas começam a ficar espessa e o animal nervoso – Calma, ohhhh,
calma...- Ela toca o animal em sua crista para que ele se acalme. Ela
pára e canta uma canção antiga que conhecia, até que o animal se
acalme. Seu pensamento nesse momento é na deusa Cailleach. É
a primeira vez que ela tenta aquilo desde o ocorrido com o velho
Athair. Sabendo que o animal poderia ficar ansioso novamente, Pandora
continua cantando com o pensamento na deusa. As Brumas são o caminho
para o entre mundo. Se perder ali é arriscado, como um caminho sem
volta. Logo as Brumas começas a ficar menos espessas e a luz do sol
começa a atingir de forma agradável o fronte de Pandora. Com as
pernas bate no cavalo para que este siga enfrente, agora mais calmo.
* Ela olha para trás e se encanta vendo as brumas dançando
magicamente, sem acreditar como seria possível atravessar aquela
barreira mágica. - Vamos, siga firme – Ela fala ao animal como se
ele a entendesse.
Ellora
colhe quantidades generosas de manjericão, manjerona, tomilho,
hortelã. *Estará tudo de acordo.* pensa e se levanta. Carregando o
bolo de ervas no braço. Ellora sabe que Pandora logo chegará. Mas
assim como ela deve apenas estar pronta para o ritual quando receber
o chamado da coruja. Seu destino agora e a última parte da
purificação. Ela caminha até o salão sacerdotal como se cada
passos fosse já fosse parte do ritual
Com a possibilidade de ver a vila, Pandora desacelera e o alazão segue em trote lento. A vila está em um alerta que ela ainda não tinha visto antes. Dois guerreiros a observam de forma rude e a mesma afasta o capuz para que algum deles a reconheçam. Ela passou pouco tempo entre eles mas ela sabe que é conhecida. Desce do cavalo e entrega a um picto que já segurava o cavalo amistosamente. - Onde esta Ellora? - Apenas observa o picto apontar a casa sacerdotal. Pandora observa a vila e percebe que pessoas novas estavam ali. Procura seu amigo Anorak com os olhos mas segue calmamente para a casa sacerdotal. O picto a segue com o cavalo – Amarre-o na frente da casa, ajude-me com esses mantimentos - Na porta da casa sacerdotal pandora grita de forma firme - Ellora, sua sacerdotisa deseja falar-lhe.... -
Ellora
já entrava na casa sacerdotal quando pandora lhe chega. *A
deusa fala. eu atendo seu pedido, mas nem todas atendem o chamado.*
Ellora sorri, mas não deixa de ponderar: “você começará a ser
sacerdotisa ainda está noite, Pandora. Se a deusa assim o quiser.
Venha Estávamos lhe esperando Temos muito o que fazer” Diz
entrando na casa sacerdotal. Lá coloca as ervas na mesa de preparo e
caminha até o fogo. Pede para um dos aldeões para trazer água para
iniciarmos o ritual: "Água do mar, por favor. Desça até a
pria e traga a água do mar. Pandora, lave suas mãos e venha mexer
nas ervas." diz enquanto começa a destalar as ervas de modo
ligeiro
Pandora
apenas sorri para Ellora. A última vez que ela a tinha visto foi
quando pedia aos Pictos para trazerem ela desmaiada e fraca para a
vila e a mentira que ela havia pedido que eles a dissessem. Ela nada
falara sobre o assunto e assim era melhor, ponderava pandora. Vê o
aldeão seguir para fora da casa seguindo as ordens da Gran
sacerdotisa e sussurra para o picto que lhe ajudava com o cavalo para
deixar os mantimentos perto da mesa onde estava as ervas trazidas por
Ellora. Lava as mãos. Pega as ervas e começa a separá-las. Abre a
sacola que ela trouxe e coloca o mel , o peixe e a nata. Volta a
preparar as ervas.
Ellora,
sem olhar para pandora, apenas escutando que ela entrara, diz:
“manjericão é para limpeza, minha filha. devemos destalá-lo
todo. tomilho nos ajuda a na limpeza também. A manjerona…” ela
sorri e cheira o talinho da erva que está em sua mão “é
proteção. E a hortelã é a cura.” -para de destalar e olha para
ela: “você deve ter estado mais sensível. Me diga, quem é que te
chama, criança? Quem é que aparece em seus sonhos?”
Pandora
observa a serenidade de Ellora ainda de costas para ela. Será que a
vila estava com um ar tão pesado ainda por causa do que havia
ocorrido ao velho Athair? Volta desse pensamento quando Ellora chama
a sua atenção sobre o que tem ocorrido com ela. Semicerra os olhos
tentando entender o real motivo da pergunta e finalmente fala - Feliz
em te ver bem Ellora. Mas estais certa, recentemente experimentei
algo novo. Algo que deu sentido ao meu chamado para Avalon. - Pandora
para e vai até o centro da casa sacerdotal e, virando-0se novamente
para a mulher a mexer com as ervas continua - Acredito que saibas que
em meus sonhos Cailleach vem me visitar, sonhos que leva as estações,
a vida e morte. O renascimento e esperança....
Ellora
chama a sacerdotisa à porta. A água do mar já fora fervida e
estava pronta para ser adicionada a água nas termas. Ellora assente
com a cabeça e se vira para a Pandora: “a partir de agora você
experimentará um caminho sem volta. Ser uma filha da deusa pode ser
um fardo pesado para muitas” diz enquanto coloca as ervas
destaladas em uma cesta. coloca-a no braço e diz: "Se for isso
que realmente deseja, saiba que será cobrada tão quão receberá os
dons de ser uma das vozes da deusa na terra. E se será tão poderosa
quanto eu, ou mais, depende de você e do quanto for dedicada à
deusa. Se for isso que deseja, siga-me diz carregando as ervas para
as termas, pensando no nome da deusa que foi dito * Cailleach, a
senhora negra…*
Pandora
segue em silêncio a gran sacerdotisa. Tira o capuz. Tira o pesado
vestido ficando apenas com um fino de seda que estava por baixo.
Aquelas roupas são totalmente inadequadas mas ela não havia tido
tempo de trocá-las antes de vir para a vila como sempre fazia. Entra
na água e se senta de costas para Ellora. Que começa a banhá-la.
Ellora
coloca as ervas no poço e pede ara um dos aldeões colocar a água
do mar nas termas. Logo o cheiro das ervas começam e emergir das
águas e inebriar todo o ambiente. Ellora pensa na grande mãe
abraçando essa criança, sua pele fértil geminando e pulsando vida,
assim como a matrona. Imediatamente Cailleach vem como imagem, com a
pele azulada, observando o abraço de Dana na criança. Lobos uivam,
alguns javalis soltam seus grunhidos. É como se estivessem saudando
o nascimento de sua filha, expurgando tudo que era necessário ser
purificado. Ellora se arrepia e enquanto delicadamente banha Pandora.
As mãos descem e jogam as águas com as ervas na cabeça da moça,
que escorrem por todo seu corpo até novamente chegarem nas termas.
“Levante-se. Você agora ficará reclusa por um tempo. Nós
cuidaremos dos seus preparativos e lhe levaremos algo para comer. Vá
e descanse, pois a noite será intensa, Pandora”
Pandora entra em um transe, mas mentem a lucidez e percepção de tudo a sua volta. Uivos, revoadas, percebe sem se incomodar a natureza em reboliço a sua volta. As palavras de Ellora são ouvidas como uma canção , uma melodia suave, " LEVANTE, DESCANSE, FIQUE RECLUSA " é o que ela entendeu. Sem nada dizer, sai da água e mulheres pictas a guiam para sua noite intensa.
Continua….
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