Iniciação, Ritual e Trabalho
"Entregar-se aos braços da deusa é como renascer. Findar um ciclo e iniciar outro. Como as serpentes que mordem seus próprios rabos e rodam. Eternidade. Somente a humildade mansa será recíproca"
Pandora levanta-se
do banho. Uma leveza indescritível já a domina. Enquanto a gran
sacerdotisa Ellora segue para a tenda, pictas auxiliam-na a retirar
as vestes de baixo com as quais ela havia entrado na água. Ela
instintivamente tenta se cobrir com as mãos e logo é interrompida
com outra que colocam nela vestes mais rústicas e, provavelmente,
adequadas para o que viria. Ela levanta a cabeça e vê que guardas
observam de longe, alguns outros moradores apenas observam sem grande
interesse. Pandora tenta perguntar algo e antes que qualquer som saia
de sua boca, as mesmas pictas que a despiram e vestiram a levam em
direção a mesma cabana onde Ellora estava..
Ellora adentra o
salão sacerdotal, antes que Pandora seja conduzida pelas outras
sacerdotisas. Está claro que ela já entrando em transe com a deusa.
Ellora ainda se preocupa com o estado da moça *Será que ela está
pronta para lidar com a força poderosa que é Cailleach?* Ellora
caminha até uma caixa onde algo parecido com um vegetal seco está
armazenado. Ellora rapidamente o quebra em pedaços menores e coloca
um pouco de água para ferver. Caminha até a porta e vê as mulheres
conduzindo Pandora pela vila. A moça parece caminhar em outro mundo.
A água ferve. Ellora pega um bom punhado e coloca em um recipiente,
com o ser macerado: “ela precisará ser forte, bem forte. Que
Cailleach segure em sua mão e a guie”
Pandora entra no
salão sacerdotal. Ellora a observa com um ar de preocupação? Ela
não consegue distinguir. Intuitivamente prefere nada falar. Uma
outra mulher entra e traz uma tigela com tinta azul, ela junto com as
duas que a vestiram, começa a pintá-la. Pandora se mantêm inerte e
percebe que Ellora caminha até ela!
Ellora caminha com o
chá em mãos. Assim que a sacerdotisa se aproxima as mulheres se
afastam. Já haviam terminado a pintura no corpo de Pandora: “A
pintura em seu corpo significa que és uma de nós. Te aceitamos, te
acolhemos assim como desejamos que faças com cada um desse Tuah. És
uma picto entre os pictos agora. Isso é irrevogável. Venha. Beba
isso e logo iniciaremos o ritual com a deusa.” Ellora encosta o
recipiente nos lábios de pandora, tentando induzi-la a beber.
Finalizando, ela se afasta, deixando, duas sacerdotisas cuidando da
moça. Ellora também precisava se preparar para o ritual.
Por uma fração de
segundos, quase que por instinto, Pandora afasta a cabeça, mas
Ellora decidida a induz a tomar todo o líquido. Duas mulheres ainda
estão do lado dela para auxiliá-la e a terceira, com a Gran
sacerdotisa, se afastam. * Amargo...* Sim, o líquido desce amargo, e
causam instantaneamente um calor em Pandora, suas pernas cedem e as
pictas a amparam. Ela fecha os olhos, não parece mais estar ali. Um
ser azul, não parece belo, mas a impressiona. Pandora não sente
mas as pictas que estavam a seu lado também se afastam,* - Venha,
dance comigo, criança... _ * Diz a entidade o que Pandora responde:
* - Cailleach? - * A entidade apenas sorri e mantêm as mãos em
chamado. Pandora continua parada e naquele mundo, tudo era mais
vívido.... chuvas de pedras, árvores a levantar-se numa velocidade
indescritível, e ela ali... agora em forma de uma velha, horrenda,
ainda a esperar por Pandora.. Decidida, ela vai até ela e um clarão
a cega, e quando ela volta a enxergava, estava a dançar com uma
linda mulher, alta como ela, mas com cabelos negros.... pele branca e
macia. * - “Eu busco o que é meu. O busco o que ainda não foi
semeado. Eu busco os animais para cavernas quentes e mando meus
pássaros para o sul. Eu ponho meus ursos para dormir e mudo o pelo
de meus gatos e cães para algo mais quente. Meus lobos me guiam, seu
uivo anuncia minha chegada. Os cães, lobos e raposas cantam a canção
da noite, a serenata da Anciã, a minha canção.” Pandora chora e
ri, extasiada e a deusa continua " Tu me aceitou na forma mais
horrenda, por isso te aceito, minha filha, está em tuas mãos, sou a
vida e sou a morte, assim também será teu destino, como antes já
ocorreu ...tens sangue nas mãos e poderás também ter no
futuro...Mas serás grande, minha criança." Pandora entre
risos e choro, grita: - SIM!!!! -
Star of Honor v1.5:
===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO INTELIGENCIA===
Star of Honor v1.5:
Pandora lançou os dados e tirou 12 + 1 = 13
Ellora sai para outro recinto, pedindo para as sacerdotisas trazerem
seus trajes rituais.. Ellora se banha, tranquilamente, pensando no
transe que a menina passará. Há muito tempo que esses cogumelos não
são utilizados, já que as pessoas procuravam a antiga religião
apenas para sortilégios e benção, mas poucos estavam sendo os
iniciados, assim como a vila passava por um período de paz
temporária. A sombra da guerra estava ameaçando retornar, mas ainda
não estava nessas terras. Ellora é interrompida com o recado de
suas filhas, avisando que Pandora bailava enquanto estava tendo as
visões. Ellora sorri: “Deixe-a. Está em conversa com a deusa e
consigo mesma. Essa será a primeira de muitas que virão”. Após
dispensar a sacerdotisas, ela se levanta, se seca e veste sua roupa
ritual. Sua coruja, Arianrhod já está piando por perto, sentindo
que Ellora precisará de sua força e apoio espiritual. Já está
anoitecendo. Ellora. Retorna para o salão e nota pandora bailando.
Nunca havia visto uma mulher tão grande dançando para a deusa. A
Gran sacerdotisa permanece por um tempo admirando a cena, pois
reconhece ali a deusa guiando o corpo dessa mulher
Luca sai de dentro
de uma das cabanas e vem para o centro da vila esfregando os olhos e
olhando para o céu.
"- Eu disse sim
à vida e agora digo sim à Morte. E serei a primeira a ir para o
outro lado.
Eu trago o frio e a
morte, sim, pois este é meu legado. Eu trouxe a colheita e se você
não colheu suas maçãs eu as cobrirei de gelo. Após o Samhain,
tudo o que fica nos campos me pertence.- " Sentindo-se agora
mais protegida que nunca, Pandora continua a dançar com a bela
mulher que oscila entre o ser azul, a anciã e a bela donzela.
Pandora sente seu corpo brilhar, A deusa sussurra em seus ouvidos "
Muito espero de ti, criança, tens coragem e precisarei dela para que
em alguns momentos, tu vá contra teus líderes, mas lembre-se, para
o bem do teu povo...." - SIM, Cailleach, SIM! " Por
Pandora, ela ficaria ali para sempre. Sim, ficaria!
Luca por habito
começa a cantar um salmo no meio da vila. Admira toda a paisagem do
lugar e se agrada de ter um pouco de sossego, mesmo sabendo que não
estava totalmente seguro ali.
Ellora sente que a
hora se aproxima, utiliza sua presença como Gran sacerdotisa e diz
com uma voz terna, porém profunda: “Desperte criança, é chegado
o momento” E pede pra duas sacerdotisas apararem o corpo dela. “Ela
sentirá enjoo, mas deve continuar. E continuará tendo visões
durante o caminho. Mas precisamos seguir”. Ellora pega seu cajado
e, com uma tocha, sai para o lado externo o salão. A noite está
fresca, mas é possível sentir a magia no ar
Star of Honor v1.5:
===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO CARISMA===
Star of Honor v1.5:
Ellora lançou os dados e tirou 17 + 7 = 24
Star of Honor v1.5:
===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO FORÇA===
Star of Honor v1.5:
Pandora lançou os dados e tirou 17 + 1 = 18
Pandora continua a ouvir deusa, é como uma melodia e as duas a
dançar agora no ar. Pandora sentem mãos em seus braços, forçando
de algum modo da deus * Mas não vejo mãos? * Pandora olha para o
agora belo rosto de Cailleach e esta a diz " Vá minha criança,
não te preocupas, estarei sempre contigo." De repente tudo
desaparece e um caminho….florido, colorido a sua frente e aquela
força a puxá-la, empurrá-la para seguir em frente. Ela ainda olha
para trás mas não vê mas a deusa, mas sua presença está
entranhada nela. Ela segue em frente, destemida, mas ainda em outro
mundo.
Luca chega perto das
árvores e procura por algum fruto qualquer, estava com fome.
Star of Honor v1.5: ===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO PERCEPÇÃO===
Star of Honor v1.5:
Ellora lançou os dados e tirou 8 + 6 = 14
Ellora olha ao
redor. A vila está ciente de tudo que acontece e se comporta de modo
solene. Assim que ela aparece do lado de fora, todos os aldeões,
guerreiros, sacerdotisas e druidas mostram o respeito à voz da
Grande Mãe na terra, fazendo a reverência e demonstrando o respeito
ao cargo mas, principalmente, à figura da deusa. A única exceção
é o corpo estranho que parte para comer uma fruta de modo
despreocupado. Ellora observa com atenção e vê a figura do monge
cristão, pai do seu filho e, até o momento, seu consorte. Um
suspiro profundo sai pela boca da sacerdotisa *é bom que ele não
nos veja. Esse ritual ainda não diz respeito a ele. E talvez nunca
faça*. Ellora começa a cantar uma música destinada a Cailleach,
enquanto guia as sacerdotisas, esperando que elas as sigam.
"Rhwng creigiau
ac eira,
Hi yw'r hen wraig
ddoeth.
Cailleach i lwyd,
Bendithia fi heddiw
ac yfory.
"Esgyrn,
cenllysg a charreg,
Mae ei forthwyl yn
taro'r ddaear.
Dduwies Hynafol,
Dewch â mi i
drawsnewid.
"Mae'n oer fel
y ddaear,
Storm, mellt a
taran.
Mae ei wyneb yn
somber,
Tywyllwch yw
Cailleach
Tywyllwch yw
Cailleach"
O belo caminho estasia anda mais Pandora. E ela o segue sem temor.
Ela não consegue distinguir em que mundo está e, de repente,
aquelas mãos invisíveis a soltam. Ela fica parada, contemplando.
Esperando o ainda indecifrável para ela.
Luca está
despreocupado olhando as estrelas, com um fruto em sua mão. Olha
para os aldeões e tenta não parecer hostil. Procurava seguir sua
vida ali dentro sem incomodar as pessoas. Porém sempre dependeu do
seu trabalho para manter a mente sã e isso estava lhe fazendo
falta.*Talvez fosse uma boa ideia me oferecer para algum serviço.*
pensa lançando o fruto no ar e o pegando novamente. Se senta uma das
pedras que existem nos caminhos da vila e olha para todos que estão
a sua volta.
Star of Honor v1.6:
===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO PERCEPÇÃO===
Star of Honor v1.6:
Luca lançou os dados e tirou 1 + 0 = 1
Ellora canta e recanta as palavras destinadas à deusa. à medida que
se aproxima do Nemeton, a sua pele vai ficando mais arrepiada.
Arianrhod se aproxima voando e pousa no ombro da gran sacerdotisa.
Ela adentra o círculo de pedra e observa pandora ser conduzida para
dentro. As sacerdotisas então em círculo, ao redor de todos:
“Estamos em solo sagrado. As brumas que nos envolve, essa terra. O
fogo, a água, o ar. Tudo é sagrado. A deusa está ao nosso redor e
nos abençoa. E aqui, iniciamos e finalizamos os nossos ritos em sua
honra. Estar aqui significa que há desejo em fazer parte da antiga
religião. Em ser uma filha da deusa e uma de suas vozes no mundo. É
uma responsabilidade que nenhum homem poderia imaginar. É de nossa
umidade que o muto reinicia os ciclos. E Cailleach é uma das grandes
mães responsáveis por este ciclo. Fale-nos, Pandora. Você que veio
até nós. Você ouve o chamado da deusa. Está pronta para estudar,
treinar e ser portadora desse dom?”
Pandora permanece
parada no caminho florido daquele mundo, de repente um eco como se
ela estivesse em uma caverna, começa a ser ouvido, repetidamente por
ela " - Está pronta para estudar, treinar e ser portadora desse
dom?" Pandora olha ao redor e como que por encanto ventos
começam a desmanchar toda aquela bela paisagem, tudo fica escuro, e
o eco a repetir-se – ELABORA? Sim, é você…" Pandora abre
os olhos e a mulher, de pele de ébano a sua frente a segurar uma
tocha. Arianrhod e… Náuseas, tontura. Olhando fixadamente para
Ellora responde: - SIM, aceito. - Suas forças se esvaem e Pandora
cai antes que haja tempos das mulheres no círculo a socorrerem.
Luca aproveita o frescor da noite. Horácio também sai da cabana e
procura pelo teu amigo. Um sorriso surge no rosto do monge que nem se
preocupa em chamar o animal, pois sabia que ele o encontraria.
Observa os movimentos do bicho pela vila, já estava familiarizado
com tudo e com todos. Horácio anda livremente e fareja todas as
paredes, madeiras, árvores, folhas e come algumas sem pedir
permissão. Luca tinha sede, mas não tinha coragem de ser como
Horácio, pois não se sentia em casa e não queria incomodar mais do
que já havia feito.
Star of Honor v1.6:
===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO PERCEPÇÃO===
Star of Honor v1.6:
Luca lançou os dados e tirou 6 + 0 = 6
Ellora sorri ao
ouvir as palavras de Pandora: “Que a Senhora negra te guie seus
passos criança” Diz após se aproximar da mulher caída no chão.
Desenha no ar, com a tocha e sobre o corpo da menina um triângulo,
símbolo do feminino assim como da tríade sagrada. “Levem-na para
os aposentos. Ela precisará repousar”. Enquanto Pandora é levada,
a sacerdotisa se volta para o poço sagrado feliz. Sua primeira
discípula nas terás de Avalon. Ellora sente que seu objetivo de
reestabelecer a antiga religião nessas terras está um passo mais
próxima de acontecer. Sorrindo ela apaga a tocha e retorna para a
vila na escuridão da noite.
Luca segue observando os moradores do lugar, mas não se levanta.
Espera Horácio terminar seu passeio e suas mil refeições e o
acompanha com os olhos, rindo-se de suas traquinagens durante o longo
passeio.
Ellora aproveita
cada instante na floresta. O silêncio naquele momento é
reconfortante. Ellora olha para o céu. A lua está cheia. Parecia o
momento perfeito para iniciar uma de suas filhas. O vento passa pelo
caminho, como um alento. Um carinho. Arianrhod ainda está em seus
ombros. Ellora chega na vila. Todos estão olhando para a casa
sacerdotal, onde pandora já está descaçando. Uma das sacerdotisas
está lá, cuidando da moça. Ela dá uma olhada rápida pela vida,
procurando a presença do rapaz que comia fruta
Star of Honor v1.5:
===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO PERCEPÇÃO===
Star of Honor v1.5:
Ellora lançou os dados e tirou 19 + 6 = 25
Luca segue em fazer
nada e isso é mais cansativo do que todo o trabalho que poderia ter
naquelas terras ou em outras. Não se lembrava a última vez que
teria ficado sem trabalhar, a não ser quando esteve doente no
passado ou quando saíra da Santa Casa. Bufava sentado, mas tinha em
seus pensamentos o propósito de se oferecer para alguma atividade ou
talvez de voltar a sua antiga vida.
Ellora localiza o
homem. Não parecia bem. Ao menos, não bem como esperava que ele
estivesse. Ellora segue pra perto dele. O cabrito Horácio está
longe, pastando. É possível vê-lo devorando algumas plantas do
vilarejo. *Será que ele irá nas minhas ervas em algum momento?*
Ellora encosta em um dos bancos, se senta-se e diz: “Ele não deve
ser o único que precisa de uma refeição”
Luca não percebe a
mulher se aproximar e ao ouvir a sua voz, levanta lentamente a
cabeça, a olhando dos pés a cabeça. Este era um corpo q ele
gostava mesmo de conhecer cada detalhe. Sorrir para a Senhora dos
Lagos. “Você sempre tem razão.” e a olha nos olhos, depois de
notar cada parte do teu corpo. “Mas não se preocupe tanto comigo,
sobrevivo a fome.” Sorrir novamente, tentando fazer uma piada
idiota. “Só não posso continuar aqui sem fazer nada, preciso
ocupar a minha mente.”
Ellora olha com preocupação *Parece que ele ainda não entendeu a
situação dele aqui* Ellora se levanta e pede: “Me acompanhe em
uma refeição. E lá poderemos conversar sobre isso. Apenas
lembre-se, independente dos meus sentimentos por você, continuo
sendo a senhora do lago, soberana nessas terras. Sei que você
entende perfeitamente o que isso significa. Durante a refeição
conversaremos.”
Luca acena com a
cabeça e se levanta de onde está para acompanhar a senhora. Essas
palavras o fazem pensar que definharia neste lugar e talvez fosse
melhor estar preso entre grades. Muitas outras ideias começaram a
nascer na mente do homem e se manteve calado. Estende a mão para
mulher.
Ellora se levanta,
segurando a mão do monge. Pensa em levá-lo para o salão
sacerdotal, mas Pandora estava lá, descansando. Não seria possível
a presença do monge ali. Logo, ela segue para o salão comum,
sabendo que os olhos do monge estão em suas costas. *talvez fosse
melhor ter trocado de roupa, me banhado, retornado ao meu estado
cotidiano. Mas isso é algo que preciso fazer em breve* Ela adentra o
salão comunal e espera o monge, para que ele não se perca no
vilarejo e sente-se à mesa
Luca segue Ellora
ainda com a cabeça cheia. Olha para os lados a procura de Horácio,
mas não deixa que isso o atrapalhe no caminho que estava fazendo.
*Ele foi comer e agora é a minha vez.* pensa despreocupado com o
bicho.
Ellora nota que os
olhos dos aldeões seguem a ela e ao monge. Prefere ignorar isso. Os
aldeões trazem peixe assado, leite, mel, pão. As maçãs também
são posta à mesa. Imediatamente após a mesa ser servida, Ellora
ordena a todos que saiam, para que possa ficar sozinha com o monge:
“já é noite. Terei uma conversa com este homem de nome Luca.
Todos já devem se recolher. E saibam que é ordem minha que não
falte alimento para ele” Diz com tom severo. Todos escutam e se
retiram
Star of Honor v1.5:
===ROLAGEM DE DADOS ATRIBUTO CARISMA===
Star of Honor v1.5:
Ellora lançou os dados e tirou 9 + 7 = 16
Esperando quase a
porta, Luca vê todos saírem do salão. Se senta olhando para Ellora
e para toda aquela fartura. “Então?” espera por ela, mas sem sua
mente faz uma prece de agradecimento a Deus por não lhe deixar
faltar.
Ellora vê o monge
de certa forma ansioso. Antes de sentar, se aproxima dele que já
estava na mesa ao seu aguardo. Curva-se sobre ele e beija-lhe a
testa. Uma marca negra dos lábios da sacerdotisa fica marcada no
rosto dele. Ela caminha e senta. Se serve com um pouco de pão,
rasgando-o e comendo. Ellora procura as palavras para falar com o
monge e ser compreendida.
Ellora olha para o
monge. Sabe que ele está mais calmo e o beijo em sua testa foi
apenas a porta de entrada para a notícia que ela falaria. Sem mais
delongas, diz: “Luca, eu não te libertei. Eu não tenho poder para
tal. Dependerá de mim e de outras pessoas para fazer isso. Você não
está em uma jaula. Mas ainda não é um homem livre. Está além de
mim te libertar.”
Luca ouve Ellora e
respira fundo. Mesmo sabendo o que ela era não podia controlar a
insatisfação que aquelas palavras o causaram. Se levanta e anda de
um lado para o outro, ainda mastigando o pedaço de peixe que estava
em sua boca. "Eu te entendo, mas seria melhor q tivesse me
deixado preso ou melhor fazer isso agora mesmo. Não quero desfrutar
de ilusões e isso pode me levar a atitudes que talvez te
comprometa." fala isso ainda andando de um lado para outro. "
respira ainda mais fundo depois de engolir o peixe. "Não sou
capaz de aguentar mais um dia à toa. Se sou um prisioneiro, então
me coloque pra trabalhar, ocupe a minha mente ou me tranque pra
sempre. Caso contrário, garanto que vai me vê mais um dia nessas
terras e teus interrogatórios ficarão apenas em suas mentes."
Ellora se levanta e
olha para o monge com certa raiva: “Não se esqueça, monge, que
essa situação foi cavada por seus atos. Não viestes aqui como um
convidado, mas como um invasor. Apareceste na minha frente e de toda
a aldeia. O que desejavas? Que te recebeste com vinho e queijos e te
acolheste em meus aposentos? Se realmente preferes não me causar
problemas não deverias nem ter pisados aqui sem receber meu convite.
Agora entendas que o meu desejo nesse momento não conta. Se você
pode ir e vir é por que disse que não podiam lhe acorrentar ou
matar-te. Contudo não tenho poderes para dizer que devem ser cortês
contigo. É realmente o que desejas, trabalhar para ocupar-te
enquanto um guerreiro te vigia? Ou que eu te encontre novamente em
trapos com urinas e fezes por todos os lados? Ou ainda sair das
minhas vistas e estar sob as mãos pesadas de Morrighan? Aonde está
sua humildade e gratidão monge? Eu não sou uma mulher qualquer. Sou
a Senhora do Lago, soberana dessas terras. Mãe de seu filho e mulher
quem lhe devota afeto ainda que isso ponha minha vida em risco!”
Luca "Minha
gratidão está em poder respirar todas as manhãs e mesmo se isso me
for tirado, serei grato por te vivido o que vivi até este momento.
Eu sei muito bem o que fizeste por mim e o quanto isso pode lhe
custar. Não estou te pedindo que me solte, apenas que me deixe
ocupar a mente, peço trabalho. Uma mente vazia pode trazer muitos
mais problemas do que um corpo cansado." respira "Eu vivo
neste lugar e tenho também minhas obrigações para com Avalon e sei
que entrar em teus domínios não foi exatamente certo. Agora desde
que conheço que venho te avisando sobre os perigos que corre aqui,
sempre temi pelo pior. Não somos inocentes, Ellora." fala em
tom ainda mais baixo. "Já estive aqui antes e você não soube.
Além das ordens que recebi, também precisava saber do nosso filho."
a olha nos olhos "Agora se vou acabar nas mãos de…. como você
disse? Morrighan ou cagado e mijado em algum lugar dessas terras,
acredito que isso seja a vontade de Deus, pra quem sabe assim
aprender um pouco mais sobre a mansidão e humildade."
Ellora olha para
Luca. O homem deve ter suas convicções e parece que ele também tem
as possui de maneira forte. A mansidão das palavras do monge deixam
seu coração angustiado. Ela sabe que o que ele pedia não é nada
demasiado: Um trabalho apenas. Ellora caminha até o monge e o abraça
fortemente: “Dê-me tempo. As coisas não são tão simples quanto
parecem. Dê-me tempo, Luca.”
Luca sente o abraço
de Ellora e a segura tao forte quanto ela o segura. O cheiro da sua
pele o acalma por alguns momentos e se esquece porque estava tao
aflito. "não se preocupe demais comigo.. minha senhora.."
e não consegue soltá-la "tem um outro alguém que precisa de
teus cuidados mais do que eu." A aperta um pouco mais e respira
funda pra sentir mais do teu perfume.
Ellora sente o corpo
do monde encostado no dela. Os pelos de seu corpo pressionando o seu
busto desnudo, coberto apenas pelos cabelos cacheados. Ellora sabe
exatamente que ele está certo. "Eu partirei para buscá-lo
amanhã, ao romper da aurora"
Luca acena com a
cabeça ainda abraçado a senhora.
Ellora sorri, afaga
a cabeça e diz: "durma aqui hoje. Estará tudo bem contigo.
Amanhã venha ter comigo antes do nascer do sol. Falaremos sobre os
seus desejos" Diz e se afasta para o salão sacerdotal.
Luca vê a mulher
sair do salão e espera alguns minutos até ouvir teu estômago
roncar novamente. Senta-se novamente a mesa e volta a comer o que
tinha ali.
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